Arquivo da tag: 10 meses

Refeição sem carne: Arroz com lentilha, preparado de mandioquinha e bolinhos de legumes

Fala, gente bonita <3

Segundas e Quintas são dias de muita panela no fogão aqui em casa. Ou melhor: noites. São os dias que eu também invento alguma coisa, adapto outra, e assim vamos indo. Felizmente, Eduarda recuperou todo o apetite, a coriza se foi e estamos todos bem. Aliás, durou muito pouco. Abusei de alimentos que favorecem a imunidade e do leite materno. Esse foi o remédio natural da Eduarda. Depois, não me venham dizer que alimentação é frescura hahahahaha

Bem, tenho travado uma luta para Eduarda se acostumar ao arroz integral. Em comparação com o arroz branco, os benefícios nutritivos são imensamente maiores. Então, aboli o arroz branco do cardápio da Eduarda e trouxe o integral. Só que, como ele é mais durinho, tem um gosto mais amendoado e aspecto diferente, minha pequena gourmet não curtiu de primeira. E eu continuei tentando.

Decidi inovar e fazer um cardápio sem proteínas da carne. Aqui em casa não somos vegetarianos, mas acho importante que Eduarda conheça outras possibilidades de alimentação. Vamos às receitinhas:

Arroz com lentilha

Bem, os ingredientes são arroz e lentilha hahahha Geralmente, deixo a lentilha de molho na noite seguinte. Refoguei uma cebolinha, coloquei a lentilha e cobri com água. Deixei cozinhar uns dez minutos e coloquei o arroz integral, que também havia deixado de molho na véspera. Completei com água novamente e deixei cozinhar os dois juntos. Voilà.

PREPARADO DE MANDIOQUINHA:
Ingredientes:

– Cebola
– Alho poró
– Tomate
– Duas mandioquinhas
– Três vagens

– Manjericão
– Sálvia
– Salsinha
– Uma pitada de sal

Dourei a cebola, o alho e o tomate. Acrescentei os temperos: manjericão, sálvia e salsinha. Todos frescos. Deixei levantar fervura e cozinhar por dez minutos. Fica tipo um molho, bem gostoso e bonito.

Imagem
Acrescentei a mandioquinha e as vagens, tudo picado. Coloquei um pouco de água e deixei cozinhar por mais vinte minutos.
ImagemEssa parte está pronta. Para acompanhar o banquete, fiz bolinhos de legumes com gengibre. Vamos lá:

BOLINHOS DE LEGUMES COM GENGIBRE
Ingredientes:

– Cenoura
– Chuchu
– Gengibre
– Aveia
– Farinha integral

Barbadinha também. Coloquei o forno para pré-aquecer a 180°C. Ralei todos os ingredientes. O gengibre, ralei bem pouquinho. Mais ou menos essa porção:

Imagem
Mão de velha.

Ingredientes ralados e já com aveia… Deixei um pouquinho descansando, porque eles ficam muito molhados e a aveia absorve um pouco dessa água, especialmente do chuchu.

Imagem
Fiz bolinhas e enrolei na farinha integral. Bem pouquinho, só pra “segurar”. ImagemO gengibre deu um gosto tão bom aos bolinhos, nada forte, mas bem saboroso. Olha que ~marmitinha~ linda que ficou pra ela levar pro almoço!

Imagem

Anúncios

Bolinho de batata e frango

Final de semana o namoradão me presenteou com formas de tortas e cupcakes da coleção La Pasticceria da Tramontina, coisa mais fofa do mundo (pode presentear quando quiser, viu, amor?). Então, decidi colocar elas pra funcionar. Fiz um bolo, já que estou testando opções saudáveis para o Smash The Cake da Eduarda e fiz bolinhos para almoço e janta, já que a pequena anda difícil dificílima para comer nesses dias. Os bolinhos de batata e frango ficaram deliciosos e foi o que ela devorou no almoço hoje. Vamos lá.

Bolinhos de batata e frango

RECHEIO
Ingredientes: 
–  Peito de peru;
– Alho;
– Cebola;
– Tomate
Modo de fazer: Essa é barbadinha. Refoguei a cebola, o alho e o tomate em um fio de óleo. Esperei dourar bem, coloquei o peito de peru e deixei cozinhando. Depois de bem cozido, passei no mixer para desfiar (pode desfiar à mão) e reservei.

MASSA
Ingredientes:
– Duas batatas inglesas
– Folhas de couve (aqui, um agradecimento à sogra, que fornece couve diretamente da hortinha pra Eduarda)
– Ovo
– Duas colheres de sopa de aveia

Imagem

Piquei as folhas de couve e coloquei junto com as batatas descascadas para cozinhar somente na água. Depois de cozidas, amassei as batatas e acrescentei o ovo cru inteiro ao purêzinho e a aveia. Misturei bem. Imagem

Untei as forminhas de cupcake com um pouco de óleo e farinha, de preferência integral. Fiz uma caminha com o purê, de modo que as laterais também ficassem cobertas. Recheei com o frango desfiado:
Imagem
Cobri com o restante do preparado de batata:
Imagem

E levei ao forno pré-aquecido a 180°C até dourar. Montei a “marmitinha” com arroz integral e cenoura, pra ela comer na escolinha. Devorou a cenoura e o bolinho, mas o arroz, comeu pouco hahahha

Imagem

Torta laranja de peixe

Ontem foi um dia de muito forno e fogão. Ou melhor, noite. Desconfio que Eduarda esteja entrando em alguma fase na qual o apetite esteja sendo afetado. Se é pico de crescimento, se são novos dentes, ainda não descobri. Mas, enquanto não sei a real causa, vou testando novas receitas para que ela volte a comer almoço e janta direitinho.

Decidi experimentar uma torta de forno para toda a família. Fui inventando, lá vai.

Torta:
– Meia moranga
– Três batatas inglesas (I very well mister you)
– Um ovo
– Pitadinha de sal

Recheio:
– Peixe (uso pescada do alasca)
– Cebola
– Alho poró
– Salsinha
– Tomate

Primeiro, preparei o recheio: Refoguei o alho, a cebola e o tomate. Soltei o peixe e a salsinha. Deixei cozinhar bem, até secar toda a água (que sai do peixe, não precisa acrescentar nada). Reservei. Enquanto isso, pré-aquecia o forno a 180°C

Cozinhei a moranga e as batatas. Escorri a água:

Imagem

Tirei a casca da moranga, amassei junto com as batatas, como se fosse para fazer purê, mesmo. Misturei um ovo cru e uma pitadinha de sal.

Imagem
Forrei uma forma com uma camada do purê
Imagem
Coloquei o recheio
Imagem

Cobri com a outra camada e coloquei queijo parmesão ralado por cima. (Para servir pra gorda Eduarda, tirei o queijo)
Imagem
Levei ao forno até dourar (sempre vou cuidando, já disse que não me dou bem com timer)
Imagem

Servi com a minha lentilha “turbinada”. Não tenho foto do pratinho porque ela almoçou na Tata dela hoje. Mas os potinhos voltaram vazios \o/

FAQ – Frequently Asked Questions sobre alimentação. Ou “cala a boca e me deixa, pô!”

Uma mãe elaborou uma FAQ muito criativa sobre amamentação. Afinal, a todo momento é preciso responder sobre nossos filhos e como eles mamam. Parece que quando viramos mãe, nossa vida vira de domínio público: todo mundo quer saber dos nossos peitos, do nosso corpo, do nosso bebê. Todo mundo tem algo a dizer, a aconselhar. Alguns conselhos são bem vindos, outros merecem uma cara de alface e muita cordialidade. Já outros merecem um “vai pra puta que pariu, faz favor?”

Quando o bebê começa a se alimentar, não é diferente. Adaptei uma FAQ para essa fase, baseada na sobre amamentação que vi por aí. É imprimir e dar pros palpiteiros lerem. Ou grudar na testa, por via das dúvidas.

1. Nossa, sua filha é tão grande! Ela ainda mama?
Sim. Eduarda tem 10 meses, é um bebê. Ela mama e mamará o quanto quiser. E sim, eu ainda tenho leite. Bastante. A recomendação da OMS é que o leite materno seja o principal alimento do bebê até um ano de vida, fase que ainda são considerados lactentes. Após isso o recomendado é que a amamentação seja mantida até os dois anos ou até a vontade do bebê e da mãe. O desmame deve ser natural e principalmente cordial com a mãe e com sua filha. 

2. Mas ela não chupa chupeta? Não sente falta?
Não dá pra sentir falta do que nunca teve.

3. Ela só come frutas? Nem um docinho? Nada com açúcar, nem um danoninho? Coitadinha…
Não, só frutas. Açúcar deve ser evitado para crianças, principalmente na fase de introdução alimentar, quando elas estão conhecendo os gostos, as texturas. Eduarda vai provar doces, sim, mas ela tem a vida inteira pra isso. Por enquanto, ela come o que eu ofereço. E se oferecer algo sem meu consentimento, vai estar me desrespeitando como mãe. E coitadinha é o %$#%@#$

4. Nada de sal ou uma papinha pronta? Sempre bom na hora do aperto…
Pra hora do aperto eu tenho as comidinhas da Eduarda congeladas. Só descongelar e pronto. Não, nada de sal. A comida da Eduarda é bem temperada com especiarias, alho, tomate, cebola e mais gostosa que muita papinha pronta (que todas, aliás). Foi uma opção minha e eu gostaria que respeitasse. 

5. Mas uma vez não vai fazer mal. Não vai matar.
Criar sobrevivente não é o suficiente pra mim. Pessoas não morrem de imediato por comer algo diferente, mas os efeitos vão se acumulando. Prefiro não arriscar. Oferecer fruta no lugar de doce não mata também, é bom experimentar ;)

6. E quando ela vir as outras crianças comer e também querer?
Por acaso você oferece cerveja ao seu bebê se ele vê você beber e expressa curiosidade? Acho que não. O momento vai chegar.

7. Nem uma bolachinha pra ela roer?
Desculpe, mas estamos falando de bebês ou cachorros?

8. Você se acha muito dona da verdade defendendo uma alimentação e achando que todo mundo tá errado!
Não, não me acho. Tenho muito o que aprender. E não acho que alguém esteja errado. Só que aqui em casa, quem define o certo pra minha filha sou eu. Quando virei mãe, tive a opção de me informar e usufruo da informação que recebi. 

Felizmente aqui em casa tanto eu quanto meu namorado somos respeitados pelas escolhas que realizamos em relação à Eduarda. Sabemos que nossos pais, tios, avós são de outra geração e que alguns conflitos podem existir. Mas somos respeitados nessa questão, porque eles, mais do que ninguém, sabem o quanto nossa filha é saudável. Por aqui as vós fazem lanchinhos adaptados à Eduarda, trazem verduras, assim como o vovô!
O inferno são os outros, mesmo, que não hesitam em palpitar, em rotular de arrogante (principalmente a mim) e falar pelas costas. Nossa vida é feita de escolhas e, pelo amor de deus, elas devem ser respeitadas, sempre buscando o melhor para nossos filhos. Não vou baixar a cabeça para tudo que vejo de errado por aí. Vou expressar a minha opinião e levantar a bandeira para o que acredito. Eu não quero minha filha com problemas para além do peso ou viciada em fast-food na infância.
Outro dia estivemos em um restaurante e Eduarda estava devorando uma fatia de melão à mesa. Uma mãe passou e disse, referindo-se à filha de pouco mais de 3 anos: “A fulaninha não come frutas! Olha o bebê comendo, que coisa querida! E ela gosta, né?” Só assenti com a cabeça e disse que a filha dela era muito linda também. Mas deu vontade de perguntar: “A senhora alguma vez incentivou esse hábito nela? Porque crianças não comem o que não é oferecido até certa idade…” Mas aí é pagar de arrogante-metida-a-besta passível de ameaça na rua e recompensa pela cabeça.

Espero que o texto ajude, ainda que de maneira meio escrachada a dar uma força para as mães que são taxadas de várias coisas só por irem contra a maré. :)

Imagem
Nossa família de chatos <3

Fígado de galinha com abóbora + frozen yogurt para a tarde

Ah, o fígado. Tão amado e odiado e polêmico. Apesar de nutritivo, é um órgão que filtra as impurezas do corpo – e no caso de aves e bovinos, absorve hormônios e antibióticos. Por isso, é importante verificar a procedência e por isso mesmo eu comecei a dar fígado há pouco tempo para a Eduarda. Convenhamos que é difícil achar um frango que não seja “bombado” ou caipira, principalmente quando se mora na cidade. Eu optei por não privar a Eduarda de receber certos nutrientes presentes no fígado, então eu dou com moderação.

Hoje eu fiz para o almoço fígado com purê de abóbora e batata e lentilha pra acompanhar. Costumo fazer a lentilha em maior quantidade e congelar em pequenas porções, assim como o feijão. Dessa forma, uso como acompanhamento em vários pratos.

Fígado com purê de abóbora:

Ingredientes:

– Alho
– Cebola
– Tomate
– Salsinha
– Fígado de galinha

Refoguei o alho e a cebola. Esperei dourar, coloquei a salsinha e o tomate. Coloquei o fígado, um pouquinho de sal* e água. Deixei 15 minutos na pressão.
(*Como estou adaptando aos poucos o cardápio da Eduarda ao da casa, coloco uma pitadinha de sal. Coisa muito pouca, tipo metade de uma colher de chá).

O purê de abóbora e batata é muito simples: cozinhei os ingredientes com duas folhas de manjericão para dar outro gostinho. Amassei para servir.

Descongelei a lentilha no fogo e montei o pratinho:

Imagem
Coloquei um pepino, mas Eduarda não deu muita bola :P

Eduarda comeu uma bergamota + mamá de sobremesa, mamou bastante e dormiu a sonequinha da tarde. Antes de colocar ela pra dormir, decidi adiantar o lanchinho dela. Hoje ela provou um frozen yogurt caseiro de manga. Piquei uma manga bem madura em pedaços e deixei no congelador. Deixei o iogurte natural bem gelado. Enquanto ela dormia (e eu também kkk), a manga congelava.

Ao contrário do que muita gente pensa, o iogurte pode ser ofertado para bebês de 6 a 12 meses. Mas é importante que seja o iogurte natural, sem açúcar e conservantes (e se possível, caseiro, mas como eu não tenho esse dom ainda, compro o natural), batido com uma fruta, ou junto com um sorvetinho ou ainda na salada de frutas do bebê. Também não deve ser oferecido logo após o almoço ou a janta,já que o cálcio presente nele dificulta a absorção de ferro – e aí vem a anemia.

Mais do que isso, é importante frisar: danoninho, chambinho, esses “inhos” da vida, NÃO SÃO IOGURTE e muito menos indicados para bebês. Possuem corantes, açúcar e o que menos tem é fruta. Eles são recomendados para crianças a partir de quatro anos. Aqui nesse blog que eu amo, o Delícias do Dudu, tem um texto bem legal sobre o danoninho-lixinho. :P

Imagem
Manga já congelada e iogurte natural da batavo

Quando Eduarda acordou, bati a manga com duas colheres de sopa cheias de iogurte no mixer. Ficou bem bonito  e geladinho.

Nova Imagem de Bitmap
Olha a carinha de satisfação <3