FAQ – Frequently Asked Questions sobre alimentação. Ou “cala a boca e me deixa, pô!”

Uma mãe elaborou uma FAQ muito criativa sobre amamentação. Afinal, a todo momento é preciso responder sobre nossos filhos e como eles mamam. Parece que quando viramos mãe, nossa vida vira de domínio público: todo mundo quer saber dos nossos peitos, do nosso corpo, do nosso bebê. Todo mundo tem algo a dizer, a aconselhar. Alguns conselhos são bem vindos, outros merecem uma cara de alface e muita cordialidade. Já outros merecem um “vai pra puta que pariu, faz favor?”

Quando o bebê começa a se alimentar, não é diferente. Adaptei uma FAQ para essa fase, baseada na sobre amamentação que vi por aí. É imprimir e dar pros palpiteiros lerem. Ou grudar na testa, por via das dúvidas.

1. Nossa, sua filha é tão grande! Ela ainda mama?
Sim. Eduarda tem 10 meses, é um bebê. Ela mama e mamará o quanto quiser. E sim, eu ainda tenho leite. Bastante. A recomendação da OMS é que o leite materno seja o principal alimento do bebê até um ano de vida, fase que ainda são considerados lactentes. Após isso o recomendado é que a amamentação seja mantida até os dois anos ou até a vontade do bebê e da mãe. O desmame deve ser natural e principalmente cordial com a mãe e com sua filha. 

2. Mas ela não chupa chupeta? Não sente falta?
Não dá pra sentir falta do que nunca teve.

3. Ela só come frutas? Nem um docinho? Nada com açúcar, nem um danoninho? Coitadinha…
Não, só frutas. Açúcar deve ser evitado para crianças, principalmente na fase de introdução alimentar, quando elas estão conhecendo os gostos, as texturas. Eduarda vai provar doces, sim, mas ela tem a vida inteira pra isso. Por enquanto, ela come o que eu ofereço. E se oferecer algo sem meu consentimento, vai estar me desrespeitando como mãe. E coitadinha é o %$#%@#$

4. Nada de sal ou uma papinha pronta? Sempre bom na hora do aperto…
Pra hora do aperto eu tenho as comidinhas da Eduarda congeladas. Só descongelar e pronto. Não, nada de sal. A comida da Eduarda é bem temperada com especiarias, alho, tomate, cebola e mais gostosa que muita papinha pronta (que todas, aliás). Foi uma opção minha e eu gostaria que respeitasse. 

5. Mas uma vez não vai fazer mal. Não vai matar.
Criar sobrevivente não é o suficiente pra mim. Pessoas não morrem de imediato por comer algo diferente, mas os efeitos vão se acumulando. Prefiro não arriscar. Oferecer fruta no lugar de doce não mata também, é bom experimentar ;)

6. E quando ela vir as outras crianças comer e também querer?
Por acaso você oferece cerveja ao seu bebê se ele vê você beber e expressa curiosidade? Acho que não. O momento vai chegar.

7. Nem uma bolachinha pra ela roer?
Desculpe, mas estamos falando de bebês ou cachorros?

8. Você se acha muito dona da verdade defendendo uma alimentação e achando que todo mundo tá errado!
Não, não me acho. Tenho muito o que aprender. E não acho que alguém esteja errado. Só que aqui em casa, quem define o certo pra minha filha sou eu. Quando virei mãe, tive a opção de me informar e usufruo da informação que recebi. 

Felizmente aqui em casa tanto eu quanto meu namorado somos respeitados pelas escolhas que realizamos em relação à Eduarda. Sabemos que nossos pais, tios, avós são de outra geração e que alguns conflitos podem existir. Mas somos respeitados nessa questão, porque eles, mais do que ninguém, sabem o quanto nossa filha é saudável. Por aqui as vós fazem lanchinhos adaptados à Eduarda, trazem verduras, assim como o vovô!
O inferno são os outros, mesmo, que não hesitam em palpitar, em rotular de arrogante (principalmente a mim) e falar pelas costas. Nossa vida é feita de escolhas e, pelo amor de deus, elas devem ser respeitadas, sempre buscando o melhor para nossos filhos. Não vou baixar a cabeça para tudo que vejo de errado por aí. Vou expressar a minha opinião e levantar a bandeira para o que acredito. Eu não quero minha filha com problemas para além do peso ou viciada em fast-food na infância.
Outro dia estivemos em um restaurante e Eduarda estava devorando uma fatia de melão à mesa. Uma mãe passou e disse, referindo-se à filha de pouco mais de 3 anos: “A fulaninha não come frutas! Olha o bebê comendo, que coisa querida! E ela gosta, né?” Só assenti com a cabeça e disse que a filha dela era muito linda também. Mas deu vontade de perguntar: “A senhora alguma vez incentivou esse hábito nela? Porque crianças não comem o que não é oferecido até certa idade…” Mas aí é pagar de arrogante-metida-a-besta passível de ameaça na rua e recompensa pela cabeça.

Espero que o texto ajude, ainda que de maneira meio escrachada a dar uma força para as mães que são taxadas de várias coisas só por irem contra a maré. :)

Imagem
Nossa família de chatos <3
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s