Introdução Alimentar: relato e dicas

Vou falar aqui sobre introdução alimentar. Mas, atenção: digo e repito aqui que não sou especialista em nada (a minha formação está ali no cantinho, na página principal). Sou apenas uma MÃE contando sua experiência.

Passados os seis meses de aleitamento materno exclusivo, chegou a hora da primeira papinha. Sim, o momento é muito esperado com ansiedade pelas mães. Principalmente para aquelas que voltam a trabalhar antes do término dos seis meses e dependem da ordenha diária para alimentar seus bebês (NADA DE ANTECIPAR A INTRODUÇÃO ALIMENTAR).
Nosso pensamento é que as coisas mudem do dia para a noite, mas não é assim. Até um ano, o leite materno é o principal alimento do bebê e você vai agradecer aos céus ou a quem você acreditar pela amamentação.

Isso porque haverá momentos difíceis: seu lindo bebê não vai querer comer, vai te enxergar e querer só mamar, mamar e mamar. Vai fazer cara feia para a comida que você preparou com todo o afeto do mundo. Vai deixar o prato intocável ou vai tocar uma ou duas colheradas e babar tudo, inutilizando a papinha. Quando isso acontecer, quando ele não quiser se alimentar, você tem o maior trunfo nutricional: o mamá.

Então, minha principal dica é: NÃO SE DESESPERE, TENHA PACIÊNCIA.

Aqui em casa começamos com um mamãozinho papaia. Fruta macia, de fácil digestão, docinha, gostosa. Tirei as sementes, coloquei em um pratinho e ofertei à Eduarda, ainda no carrinho. Na primeira colherada ela deu uma cheirada (???). Analisou. Decidiu abrir a boca. E comeu. E assim foi, devagar, uma atrás da outra. Deve ter comido umas cinco colherzinhas de mamão. VITÓRIA.

Repeti a fruta por três dias. Foi um excelente começo. Ela mamava bastante, comia sua frutinha no meio da tarde, continuava mamando e assim ia. Passados alguns dias de adaptação, eu não lembro ao certo quantos, passei para os “salgados”. Acredito que Eduarda devesse ter uns seis meses e meio, por aí.

Primeiro mamãozinho
Primeiro mamãozinho

Percebam o que eu fiz: cozinhei uma cenoura hahahahaha Amassei e dei pra ela. Ela ODIOU. Não tocou, fez cara feia, não forcei. Decidi trocar logo depois, fazer uma batatinha amassada. A aceitação foi melhor. Eu tinha muito medo de fazer alguma coisa muito forte, uma combinação de ingredientes que fizesse mal à Eduarda. Eu fui cautelosa até demais nesse sentido.

Então, decidi fazer uma refeição pra Eduarda. Não vou colocar aqui o passo a passo com fotos, porque se eu faço isso pra Eduarda ela vai me olhar tipo “cadê meu banquete?” hahahah, mas dentro do que eu me lembro, esses foram os ingredientes:

– pedaço pequeno de abóbora
– duas folhas de couve bem picadinhas
– um pedaço pequeno de cebola
– um pouco de salsa bem picadinha
– uma colher rasa das de café de óleo de girassol

Piquei todos os ingredientes, refoguei a cebola no óleo, coloquei água mineral (sem gás, né gente), soltei a abóbora e as folhas de couve e depois a salsinha. Deixei cozinhar, AMASSEI e servi. Sem liquidificador ou peneira. Amasse com o garfo, porque o bebê precisa exercitar a mastigação.

Essa foi a primeira “refeição” “salgada” da nossa filhota.

Aqui em casa, eu fui colocar pitadinha de sal na comida quando Eduarda completou dez meses, para ir acostumando lentamente o paladar dela à comida da casa, já que daqui a pouco ela completa um ano e já pode comer a nossa comida (ou melhor, nós comermos a comida saudável dela hahahhaha).

Essa papinha eu repeti por uns três dias, SÓ NO ALMOÇO. Introduzi janta quando Eduarda tinha mais de sete meses. Nos intervalos, sempre leite materno.

Depois, tem a papinha sequencial, com mais ingredientes. Pelo que eu me lembre, foi essa aqui:

Caldinho de Legumes
1 inhame
1 cenoura
1 batata
1 tomate sem pele e sem sementes, e de preferência absoluta orgânico
Salsa e cebolinha
1 pedaço pequeno de cebola
1 rodela e alho poró
1 colher de chá de óleo
Refogue no óleo a cebola, o alho poró e o tomate. Quando estiver douradinho, solte os outros ingredientes picados, a salsa e a cebolinha e complete com água. Deixe cozinhar bem e sirva amassado.

Tenho várias receitas e vou postando assim que der e que eu conseguir organizar o blog para tornar mais ~profissional~ hahahaha

Papinha com beterraba, que a Eduarda foi amante por MUITO tempo
Papinha com beterraba, que a Eduarda foi amante por MUITO tempo

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Existem grupos de alimentos que podem ajudar a mãe a elaborar as primeiras papinhas, fazendo combinações que os bebês prefiram. O ideal é que as papinhas contenham um item de cada grupo nas primeiras semanas. Depois, elas passam a ficar mais elaboradas.

Grupo 1 (carboidratos): batata, batata doce, mandioca, inhame, quinoa, aveia, abóbora, mandioquinha, milho.
Grupo 2 (legumes e verduras): cenoura, beterraba, couve-flor, abobrinha, brócolis, quiabo, chuchu, berinjela, jiló, rabanete, nabo.
Grupo 3 (folhas): couve, alface, rúcula, repolho, chicória, almeirão, agrião, escarola, espinafre, broto de feijão, mostrada, radicci.
Grupo 4 (carnes): carnes de boi, frango, peixe. No começo, eu retirava a carne para oferecer à Eduarda, mas a recomendação é que elas devem ser moídas ou desfiadas e fazer parte da papinha.

PARA DAR GOSTO: Como já disse, nada de sal por aqui. Mas comida sem gosto ninguém merece. então, sempre usei temperos naturais e frescos: manjericão, salsinha, sálvia, orégano, alho poró, alho, cebola, cebolinha…

OVO: sempre ofereci aqui em casa. Primeiro, 1/4 do ovo inteiro, depois, 1/2 e assim por diante. Hoje, Eduarda AMA ovo e come inteiro.

ARROZ, FEIJÃO, LENTILHA, GRÃOS DIVERSOS: Preferi dar depois, quando ela já estava comendo melhor. Também nunca dei o caldo do feijão ou da lentilha, sempre dei com o grão.

PAPINHAS DOCES: no começo, não combinava frutas, sempre uma fruta in natura. Depois, fui combinando. Comecei com as seguintes frutas: maçã, banana (qualquer tipo), mamão papaya. Hoje, Eduarda come praticamente todas as frutas que eu conheço e até mais.

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Estraçalhando uma pêra de sobremesa.

SOBREMESA: Passei a incluir há mais ou menos um mês. Sempre dava leite materno como sobremesa no almoço – e ainda dou – Ela se esbalda mesmo é na janta, quando dou uma laranja pra ela chupar depois de comer.

LEITE MATERNO: Sempre ordenhei para ela levar para a escolinha. Levava de 200 a 250ml de leite para tomar nos intervalos das refeições na manhã e mais 200 – 250ml à tarde. Além disso, mamava em casa. Hoje, com quase onze meses, Eduarda só mama em casa, mas mama em livre demanda e bastante. Não tem hora para mamar, às vezes até minutos antes da janta hehehehe

SUCO: Muito raramente, prefiro que ela tome água (e essa é a recomendação até um ano). Só lancei mão de sucos nos calores que fizeram naquelas semanas, de 40 ºC. Fazia de melancia, sem água e, no máximo, 100ml

PÃES, BOLACHAS, BISCOITOS, FARINÁCEOS: Proibidíssimo lá em casa antes de um ano.

IOGURTE NATURAL: Esse, fui ofertar aos dez meses também, batido com alguma fruta e em pequenas doses, só pra diversificar o lanche. NUNCA depois de refeições como almoço e janta, já que o cálcio presente dificulta a absorção de ferro.

CONSISTÊNCIA: Não gosto de regras. Não acho que a mãe PRECISE fazer BLW com o bebê para se sentir “por dentro” da coisa. Aqui, as papinhas eram amassadas e misturadas no começo. Depois, aos sete meses, passei a separar ingredientes, em pedacinhos maiores. Dei pedaços inteiros quando me senti confiante e comecei com coisas que eu sabia que ela não poderia engasgar facilmente: metade de laranja sem semente, melancia, pêssego inteiro, brócolis, couve-flor. Daí, acostumou e não gosta muito de uma colher na boca dela, então eu faço bolinhos, como vocês podem ver aqui. Hoje, a comida da Eduarda não é amassada, é pratinho de gente grande, mesmo.

DIFICULDADES:Eduarda não comia todas as vezes que a comida era ofertada. Depois que estávamos mais “firmes” no almoço, ela adquiriu uma amigdalite. Voltamos ao aleitamento materno exclusivo por uma semana, já que ela não queria comer nada. Tive que me afastar do trabalho nesse período para garantir que ela mamasse o quanto quisesse. Parecia que eu tinha novamente uma recém nascida em casa. Nessa fase, não desisti de fazer as comidinhas dela e aí lancei mão do mixer, para deixar quase líquida. Era o jeito que ela aceitava. Depois, voltei a dar amassada, daí em pedaços maiores e assim foi.

CONSELHOS, SE EU PUDER DAR: Mesmo que seu bebê não coma, sempre faça sua comidinha. Não caia nos industrializados, cozinhe com amor, com afeto, com carinho. Tenha paciência, amamente sempre que ele quiser e não se desespere. Ele vai sentir gosto pela comida naturalmente. Não dê nada que vicie seu paladar: sal, açúcar, industrializados como aqueles caldos prontos. Opte sempre pelo natural.
Não reutilize a papinha, a não ser que ela não tenha tido contato com a saliva do bebê.
Não force a barra. Não quer, não quer. Paciência. Não quer jogar fora? Coma um pouco. Mas não faça da alimentação uma hora traumática.
Não caia na besteira de dar comida em frente à tv ou com o bebê brincando. Ele tem que saber que é hora da comida e nada mais. E faça disso algo divertido para vocês, junto com a família, conversando.

Refeições sempre foram eventos lá em casa. Aqui, almoço de negócios com o Dadai
Refeições sempre foram eventos lá em casa. Aqui, almoço de negócios com o Dadai, bem novinha!

Espero ter ajudado de alguma forma! Se precisarem de dicas e eu ter, peçam nos comentários.  Esse post eu fiz em “homenagem” à Dany, e ao Artur, que logo logo vai começar a comer. Boa sorte pra vocês!

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Bolinho de Espinafre, Legumes ao forno e agradecimento

Gente, faz cinco dias que não posto receita aqui! Que feio! hahahaha

Hoje postarei somente acompanhamentos. Tenho cozinhado bastante aqui em casa, mas algumas coisas são mais “comunzinhas”, daí não sei se vocês querem ou não. Não que as receitas que posto sejam sofisticadíssimas, lógico :P

Bem, outro dia fui ao supermercado e vi um atado de espinafre lindo. Decidi comprar e ver o que poderia fazer para a Eduarda com ele que não fosse sopa ou refogado. Então, lembrei de um bolinho que minha avó fazia na versão frita e adaptei à casa. 

BOLINHO ASSADO DE ESPINAFRE
Ingredientes:
– Folhas de espinafre cortadas miúdas
–  Duas colheres de sopa de aveia
– Ovo cru
– Cebola picada
– Alho 
– Farinha integral para dar liga

Piquei a cebola, o alho e o espinafre bem miudinhos. Em uma tigela, coloquei os ingredientes junto ao ovo cru e às colheres de aveia (eu sou fã de aveia na comida da Eduarda, dá liga e ainda ajuda no trato intestinal dela). 

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Misturei tudo e depois acrescentei a farinha de trigo integral. Não muito, porque pode deixar duro o bolinho. Fiz bolinhas e coloquei na assadeira untada. Deixei até dourar. 

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Pratinho de hoje: bolinhos, feijão com arroz e purêzinho de abóbora.
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Imagina se não gostou dos bolinhos??? hahahahha

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Bem, inspirada no Panelaterapia, fiz o papelote de legumes aqui em casa.  Piquei estilo julienne batata inglesa, cenoura e vagem. Temperei com orégano, óleo de milho e alho ralado. 

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Notem que o papelote está com a parte opaca do papel alumínio para fora, e é assim mesmo que se usa. Também descobri faz pouco hahahahah
Deixei no forno uns 30 minutos, mas abri e verifiquei que não estavam molinhos, então deixei mais uns 20. Chegou a dar uma queimadinha no fundo, mas nada demais. Ficou muito saboroso, “parecendo comida de hotel”, como disse o  Fábio <3 

MUITO OBRIGADA

Hoje foi a consulta de rotina da pediatra da Eduarda, a Dra. Ilcione. Ela está ótima, ganhou peso acima da média outra vez (sim, é comilona) e tudo com alimentação saudável, longe de calorias vazias (açúcar etc) e com muito leite materno. Isso que esse mês eu achei que ela não teria ganho peso o suficiente, porque ela fez uma grevezinha de fome e os dentes estão pipocando na boca. Mas a gordinha é firme e forte, boa de garfo, não nega nada! 
Quando chegamos na consulta, a dra. me mostrou uns papeizinhos que estavam na sua mesa. Eles continham o endereço do nosso blog, que ela entrega para as mães como sugestão! Gente, eu achei o máximo. Fiquei realmente muito orgulhosa. Principalmente porque essa semana eu pensei em desistir do blog e parar de escrever. Tudo por comentários anônimos (estamos de olho) de gente que acha que eu devo fazer algum mal muito grande em alimentar minha filha de uma maneira saudável e divulgar receitas. Hoje eu vi que estamos pelo caminho certo, que temos uma filha agradavelmente gordinha e que vale a pena cada hora na cozinha. Minha maior expectativa é minha princesa crescer e poder me “ajudar” com as panelas. Aí eu morro do coração!
Também quero agradecer os comentários, as sugestões de links que várias amigas minhas deixam aqui, no meu facebook… as visitas, que crescem a cada dia e dizer que, dentro do que eu puder, sempre vou tentar ajudar. Estamos em uma constante evolução e aprendizado e acredito que  em muitas coisas eu e as mães que visitam aqui precisamos bater de frente. É preciso fazer alguma revolução, engajar-se em algo que se acredita, defender suas convicções. Sejamos tolerantes umas com as outras, sim, mas mantenhamos nossas crenças. Vamos respeitar para poder exigir respeito. Vamos criar um mundo mais bonitos para nossos filhos e filhos, ensiná-los a ser respeitosos, a não gostarem de intrigas, a buscarem sempre o conhecimento e não viverem como cavalos com viseiras laterais que só podem enxergar em um sentido. Vamos abrir nossos horizontes não só para alimentação, mas para outras causas que consideramos dignas de luta. 
Hoje eu vi uma imagem na fanpage do blog Cientista que Virou Mãe e deu vontade de tatuar a frase, o desenho, tudo. Acho que ela retrata muitas mães especiais, que não se calam, que cansaram do mundo estar como está e que querem mudar de alguma forma. Que nossa mudança comece de dentro. Obrigada :)

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“Flores são encantadoras, mas eu prefiro uma revolução”

Uma escola sem guloseimas

Buenas! Faz tempo que quero publicar esse texto, mas só encontrei tempo para traduzir agora (estava em espanhol). observem que maravilhosa notícia: escolas do Uruguai, a partir de março, abolirão vendas de salgadinhos, guloseimas e outras porcariazinhas. E isso em toda a rede de ensino, privada e particular, para todas as idades. TODAS.

Uruguay: adiós a ’snacks’ y cola en las escuelas

A partir de março, as cantinas das escolas e liceos* do Uruguai não terão mais à venda refrigerantes, snacks, alfajores ou outros alimentos considerados perigosos à saúde, informa El País. Em cumprimento à lei 19.140, o Ministério da Saúde Pública estabelecerá a venda de comidas e bebidas saudáveis.

Sucos com 100% de fruta, biscoitos feitos com óleo (sem manteiga nem margarina), doces elaborados com leite (mas com no máximo 12,2 gramas de açúcar a cada 100ml), frutas e cereais. Esses são alguns dos alimentos autorizados para venda nas instituições de ensino. Tendo isso em vista, a aparência das cafeterias mudará radicalmente a partir deste ano: A expectativa é convertê-las em “quiosques saudáveis”.

A iminente lei uruguaia que estabelece a proteção “da população infantil e adolescente que frequenta estabelecimentos de ensino, públicos e provados, através da promoção de hábitos alimentares saudáveis”, foi proposta pelo deputado nacionalista Javier García, votada em 2013 e ainda não regulamentada. Mesmo assim, será posta em prática a partir de março, quando começa o ano letivo.

O Ministério de Saúde Pública (MSP), em conjunto com o Ministério de Educação e Cultura (MEC) e a Administração Nacional de Educação Pública (ANEP) desenvolveram a lista de alimentos convenientes para vender nas instituições educativas. A diretora geral de Saúde do MSP, Marlene Sica, disse ao “El País” que também se mantiveram reuniões com a Câmara de Indústria, e que “todas as partes” apoiam a implementação de uma nova lei.

A lista, a qual o jornal [El País] teve acesso, não é definitiva, e contempla as linhas gerais da versão final. Ela se divide em três grupos: um de “alimentos e bebidas naturais ou minimamente processados”, outro de “alimentos processados embalados que cumpram com os limites estabelecidos quanto ao conteúdo calórico e de nutrientes” e outro de “preparações embaladas no ponto de venda”.

*”Liceo” é outro estágio da escola, tipo um ensino médio. Geralmente, são estabelecimentos separados das escolas. 

O texto original está aqui e a reportagem do jornal El País, aqui.

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Poucos sabem, mas eu sou de origem uruguaia. Tenho o maior arrependimento do mundo de não ter estudado nesse país, que prima pela qualidade de vida em todas as fases da vida do ser humano. Não sei se a minha realidade foi muito diferente, porque cresci em meio a um círculo policial – classe muito valorizada no país. Mas cresci com muita qualidade de vida. Meu avô plantava uma horta impecável nos fundos da casa, com criação de galinhas (sem hormônios), porcos, milhos, tomates, alface, nabo, beterraba e todas as frutas e verduras imagináveis. Minha maior lembrança de infância era ele colhendo cenoura, eu lavando e comendo com casca e tudo. A “deturpação” ficava por conta da minha vó, cozinheira de mão cheia, com bolos, tortas, doces, pastéis… Lembranças doces da infância, que me fizeram uma criança muito saudável e feliz. Eu só fui degringolar pra alimentação incorreta na pré-adolescencia e adolescência, quando conheci fast food aos onze anos. Não digo que me tornei fã, mas até curtia um Big Mac. Se bem que isso é outra história, e não interessa a vocês, agora que estou phyna e magra mais saudável. O próximo passo é curar o vício em chocolate :~

Acredito estejamos acomodados nesse quesito, o de alimentação nas instituições de ensino, especialmente cantinas. Quantas vezes você já pensou nessa questão ao pensar em seus filhos na escola? Eu penso toda hora e bato nessa tecla. Quando Eduarda ir estudar, eu quero conferir tudo de perto. Quero poder expor a minha opinião e ser respeitada. Se eu quero mudar o mundo de alguma forma, se não quero ver minha filha sucumbir à essa epidemia da obesidade causada pela má-alimentação, eu devo começar por mim e por ela.

Hoje, em uma situação completamente adversa, eu ouvi (li) as seguintes palavras (mais ou menos): “Você é uma pessoa difícil, não fale comigo, não quero contato contigo, não me faz diferença”. Confesso que não fiquei triste, mas fiquei meio chocada. Sim, eu sou difícil, porque eu não mostro os dentes pra todo mundo. E sim, talvez a pessoa em questão não goste de mim porque nosso principal “conflito de ideias” seja sobre alimentação.  Talvez eu defenda meu ponto de vista e pense de uma maneira muito diferente. Isso é ser arrogante, na visão da maioria, e não adianta eu explicar, jurar de pé junto que não sou, porque a minha cara e a minha convicção não ajudam muito. Se por cuidar da alimentação da minha filha (sim, porque isso é assunto na sociedade de mães que abominiam a minha conduta) é ser difícil dificílima, continuarei sendo. Vou firmar o meu pé no meu “radicalismo” até o final, com a consciência que estou fazendo o que está no meu alcance para a minha filha ser saudável e feliz.

O blog? Bem, o blog eu não criei para aparecer. Eu criei para, dentro do meu parco conhecimento, ajudar e reproduzir informações que eu procuro todos os dias. Se tem uma coisa que não combina comigo, apesar da minha cara de prepotente, é eu me achar mais que os outros. Isso, não. Eu sou igual. Eu acordo dolorida, eu tenho dias de cabelo ruim, eu conto até dez, eu explodo, eu passo semanas a fio sem saber o que é um esmalte, eu às vezes quero ir por um caminho mais fácil – mas não vou.

Se incomoda, paciência. Vão ter que me engolir, como dizem por aí.

Aos que leem com carinho e entendem a mensagem, muito obrigada. A caminhada não é solitária :)

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Me aconselharam a desmamar

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Em dezembro, me atacando ao ar livre

Isso mesmo. Me aconselharam a desmamar. Não foi parente, não foi gente que eu nunca vi na vida, não foram as fofoqueiras de plantão. Foi um médico.

Sentada em uma cadeira no consultório, após conversas sobre como a minha vida como mãe ia indo, falei com todo o orgulho do mundo: “Ótima. Minha filha come bem, dorme bem, brinca e mama bastante. É fã do mamá dela”.
Eu percebi que ele não estava muito à vontade com isso. De maneira alguma me senti desconfortável, porque defendo minhas convicções e sei que estou fazendo o melhor para a minha filha. Mas antes que eu pudesse piscar, eu ouvi, embasbacada, o seguinte:

“Vou te dizer uma coisa. Tem que desmamar até um ano. Porque depois, fica difícil. Leite já não é alimento depois disso, ele é consolo pra criança. A criança chora, vai querer peito . Vai levantar a blusa da mãe querendo teta, teta, teta. Isso é querer segurança e a mãe tem que explicar para o filho que ela dá segurança sem a teta também. A recomendação de amamentar até os dois, três anos, funciona no nordeste, onde tem criança passando fome! Aqui não faz sentido! Mas os pediatras, eles insistem nessa coisa de amamentação, amamentação e amamentação. Eles gostam de se enganar, costumo dizer isso sempre”.

Fiz cara de alface, repolho, quiabo, qualquer coisa inexpressiva. Eu poderia falar milhões de coisas aqui sobre amamentação. Poderia expor fatos científicos que comprovam os benefícios da amamentação prolongada para a mãe e para o bebê. Poderia reproduzir as recomendações da OMS, poderia rebater todos esses absurdos ditos. Mas não vou fazer nada disso. Eu só lamento. Lamento profundamente que centenas de milhares de mulheres não tenham informações, não participem de grupos no facebook, não tenham orientação correta de profissionais corretos e caiam em fórmulas porque “o leite é pouco”, “o leite não sustenta”, “o pediatra mandou”.

Dói, dói muito o meu coração cada vez que vejo isso e rememoro, durante esses quase 11 meses de maternidade, todos os momentos que passei, especialmente no começo, para amamentar. As críticas, a dor, o cansaço. Mas se teve uma coisa que eu nunca tive foi a dúvida. Nunca duvidei da minha capacidade de amamentar e jamais duvidei do que estava fazendo. Eduarda teve épocas de picos de crescimento que passava 12 horas DIRETO pendurada nos peitos, mamando, sugando. Parecia que não havia mais nada, que ela iria secar a minha fonte, mas nada disso aconteceu. E nem poderia, já que 80% do leite é produzido no ato da mamada (se duvidam, leiam aqui). Não caí na tentação de suprir a necessidade dela sugar com chupeta ou mamadeira. Não dei água, não dei chá, não dei suco.

Sentia fome? Peito
Sentia frio? Peito
Sentia sono? Peito
Sentia cólica (nas raras vezes)? Peito
Queria dengo? Peito
Sentia fome outra vez? PEITO.

Peito sempre, porque peito não é só alimento. Ele é carinho, conforto, mimo, amor, consolo, afeto, dengo. É vida, é o melhor de mim que posso dar pra minha filha. Eu sinceramente achava que, depois de 11 meses, eu não ouviria um tipo de crítica dessas, vinda de um profissional. Mas ouvi, essa “amigável sugestão”. E a minha resposta? Bem… a minha resposta é um grande e sonoro “AQUI PRO TEU CONSELHO”.

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Ainda neni, com poucas semanas

Mães, futuras mães, irmãs, tias, avós, amigas. Tenham em mente que TODA MULHER É CAPAZ DE AMAMENTAR. Salvo raríssimas exceções. Demora, dói, mas depois é só alegria. E vale tanto a pena… Acreditem em vocês, na força que vocês têm. Acreditem que é possível, que a saúde dos nossos filhos e filhas agradecerá no futuro. Apoiem a mãe que estiver ao lado tentando amamentar. Incentivem, não digam que ela não pode, que ela amamenta muito, que ela amamenta pouco. É desconfortável, é constrangedor. Se não há nada de importante a ser dito, não diga. Se você não concorda com amamentação, não compartilhe sua opinião com a mãe que acredita que pode e que deseja amamentar. A amamentação não é “problema” só da mãe e do bebê. É dos familiares, dos amigos, dos parentes, dos vizinhos, do cônjuge, da escolinha, do empregador, da vizinha fofoqueira, da que não é vizinha, mas que também é fofoqueira. É papel daqueles que estão ao redor da mãe incentivar, apoiar, aconselhar e estender a mão amiga. SEMPRE.

Eu vou continuar. Mas vou continuar porque não me deixei levar. Porque sei que tanto eu quanto a minha filha precisamos desse ato. Mas dezenas de mães que passam por aquela cadeira desmamaram seus bebês por influência. E aí? Como é que fica? A criança ter o peito arrancado, de uma hora pra outra, porque fulano que ela NEM SABE QUEM É aconselhou.

Difícil, minha gente… Deixo vocês com um excelente texto do Dr. Moises Chencinski: MAMASTÊ

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A primeira mamada, ainda na recuperação. Pelo nosso fotógrafo, paizão e namoradão amado. <3

Refeição sem carne: Arroz com lentilha, preparado de mandioquinha e bolinhos de legumes

Fala, gente bonita <3

Segundas e Quintas são dias de muita panela no fogão aqui em casa. Ou melhor: noites. São os dias que eu também invento alguma coisa, adapto outra, e assim vamos indo. Felizmente, Eduarda recuperou todo o apetite, a coriza se foi e estamos todos bem. Aliás, durou muito pouco. Abusei de alimentos que favorecem a imunidade e do leite materno. Esse foi o remédio natural da Eduarda. Depois, não me venham dizer que alimentação é frescura hahahahaha

Bem, tenho travado uma luta para Eduarda se acostumar ao arroz integral. Em comparação com o arroz branco, os benefícios nutritivos são imensamente maiores. Então, aboli o arroz branco do cardápio da Eduarda e trouxe o integral. Só que, como ele é mais durinho, tem um gosto mais amendoado e aspecto diferente, minha pequena gourmet não curtiu de primeira. E eu continuei tentando.

Decidi inovar e fazer um cardápio sem proteínas da carne. Aqui em casa não somos vegetarianos, mas acho importante que Eduarda conheça outras possibilidades de alimentação. Vamos às receitinhas:

Arroz com lentilha

Bem, os ingredientes são arroz e lentilha hahahha Geralmente, deixo a lentilha de molho na noite seguinte. Refoguei uma cebolinha, coloquei a lentilha e cobri com água. Deixei cozinhar uns dez minutos e coloquei o arroz integral, que também havia deixado de molho na véspera. Completei com água novamente e deixei cozinhar os dois juntos. Voilà.

PREPARADO DE MANDIOQUINHA:
Ingredientes:

– Cebola
– Alho poró
– Tomate
– Duas mandioquinhas
– Três vagens

– Manjericão
– Sálvia
– Salsinha
– Uma pitada de sal

Dourei a cebola, o alho e o tomate. Acrescentei os temperos: manjericão, sálvia e salsinha. Todos frescos. Deixei levantar fervura e cozinhar por dez minutos. Fica tipo um molho, bem gostoso e bonito.

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Acrescentei a mandioquinha e as vagens, tudo picado. Coloquei um pouco de água e deixei cozinhar por mais vinte minutos.
ImagemEssa parte está pronta. Para acompanhar o banquete, fiz bolinhos de legumes com gengibre. Vamos lá:

BOLINHOS DE LEGUMES COM GENGIBRE
Ingredientes:

– Cenoura
– Chuchu
– Gengibre
– Aveia
– Farinha integral

Barbadinha também. Coloquei o forno para pré-aquecer a 180°C. Ralei todos os ingredientes. O gengibre, ralei bem pouquinho. Mais ou menos essa porção:

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Mão de velha.

Ingredientes ralados e já com aveia… Deixei um pouquinho descansando, porque eles ficam muito molhados e a aveia absorve um pouco dessa água, especialmente do chuchu.

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Fiz bolinhas e enrolei na farinha integral. Bem pouquinho, só pra “segurar”. ImagemO gengibre deu um gosto tão bom aos bolinhos, nada forte, mas bem saboroso. Olha que ~marmitinha~ linda que ficou pra ela levar pro almoço!

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Surpresinha: Participação Especial de Nutricionista \o/

Quando eu comecei o Pãozinho à Mesa, eu mal tinha intenção. Só queria colocar os pratos que eu faço para a minha filhota e talvez dar um norte para as mães que não sabem o que cozinhar. Me considero muito privilegiada por ter acesso à um tipo de informação que a maioria não tem. Conto com uma excelente pediatra para a minha filha, com um namorado participativo como companheiro e como pai, com informações que chegam até mim ou que eu vou atrás, com recursos para buscar em sites, livros, matérias, algo que sane minhas dúvidas quanto à criação da Eduarda. Principalmente, me considero privilegiada por gostar de aprender e ter o benefício da dúvida. Logicamente, filhos não vêm com cartilhas e nossa vida não segue uma rotina certinha. Não somos um comercial de margarina, a bem da verdade, tem dias que as coisas dão errado, que o bolinho fica duro, que o bebê não quer comer, que a coisa é na correria, que a casa está uma confusão. Mas vamos indo, aos trancos e barrancos às vezes, é verdade, mas felizes de termos um ao outro.

Privilegiada sou também por ter ao meu redor pessoas que gostem de repassar seus conhecimentos. “Conheço” a Thamires por ela ser esposa do meu colega de redação, o Ulisses (beijo, gente). Sei que ela é batalhadora, que tem seu  próprio consultório e que gosta de se atualizar. Thamires é uma nutricionista “fresquinha”, formada há pouco e que por isso ainda tem o viço de mudar o mundo que eu tenho hahahaha. Convidei ela há umas duas semanas para participar do blog com algumas dicas de nutrição. Acho importante eu não ficar somente papagaiando aqui sobre fornecer uma alimentação saudável às crianças e não ter um embasamento teórico hahaha

Copio aqui o texto que a Thamires me enviou. Espero que curtam a participação dela, que também se disponibilizou para sanar dúvidas (tá chique esse blog!)

Beijos a todas e hoje não tem receita, só amanhã :D

Olá, eu sou Thamires Flores, nutricionista na cidade Carlos Barbosa, RS. Apaixonada pela nutrição. Tenho imenso prazer em começar a contribuir com dicas sobre alimentação para as mamães, papais, cuidadores ou aqueles que simplesmente acompanham o Blog. Aproveitando agradeço o convite da Raquel para colaborar com este espaço e espero que gostem das Dicas de Nutrição, que estarei postando com todo carinho para vocês.

A chegada de um bebê é acompanhada de muitas descobertas, surpresas e dúvidas para os pais, cuidadores, enfim para quem convive e cuida do recém-nascido. A nutrição é, sem dúvida, um desses fatores geradores de incertezas.  Qual mãe, pai, familiar ou cuidador não quer oferecer uma alimentação de qualidade para seu bebê?  Certamente, todos querem o melhor para seus filhos, principalmente nessa fase onde a nutrição adequada é tão fundamental. Pensando nisso, para tentar esclarecer as dúvidas referentes à alimentação infantil, estarei postando algumas dicas.

O meu primeiro post não poderia ser diferente, os 10 passos para alimentação de crianças menores de dois anos. São 10 dicas simples que norteiam o cuidado com a alimentação das crianças.

Dez passos para alimentação Saudável de menores de 2 anos de idade

1-      Dar somente leite materno até os 6 meses, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento (Salvo exceções, por indicação médica ).

2-       A partir dos seis meses introduzir de maneira lenta e gradual os alimentos, mantendo o aleitamento materno até os dois anos ou mais.

3-      Após os 6 meses , oferecer alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas, legumes), três vezes ao dia, se a criança estiver recebendo o leite materno. Caso não esteja deve receber cinco vezes ao dia.

4-      A alimentação complementar deve ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando sempre a vontade de criança.

5-      A alimentação complementar deve ser espessa desde o inicio e oferecida com colher; começar com consistência pasto (papas, purês)e, gradativamente, evoluir a consistência até chegar à alimentação da família.

6-      Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada e colorida.

7-      Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições.

8-      Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação.

9-      Cuidar a higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o armazenamento e a conservação adequados.

10-   Estimular a criança quando doente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos respeitando a sua aceitação.

Os dez passos para alimentação saudável são preconizados pela Sociedade Brasileira de Pediatria, Ministérios da Saúde, dentre outros órgãos competentes.

Essas são dicas são fundamentais para cuidar da alimentação das crianças menores de 2 anos. Lembrando que uma alimentação saudável nessa etapa da vida é de suma importância  para o crescimento e desenvolvimento adequado do seu bebê.

Bom pessoal, por hoje é isso e até a próxima dica.

ImagemA Thamires Flores é formada pela Unifra, de Santa Maria, especialista em Gestão e Atenção Hospitalar com ênfase em Hemato-Oncologia. Mas a gente vai fazer ela se apaixonar por nutrição infantil :)
CRN2 11004
Página no Facebook: Thamires Flores Nutricionista e Personal Diet

Caldinho verde nutritivo

Olha eu aqui de novo. Só pra contar que descobri a causa da falta de apetite da Eduarda: resfriado! Narizinho escorrendo, olhinho pequeno e um pouco de mau humor até pra mamar ontem. Hoje, a coriza persiste, mas o enjoo passou, ela está dormindo bem tranquilinha aqui ao meu lado depois de ter comido TODA a janta e mamado bastante <3

Bem, eu ia repetir o almoço de hoje, que foram os bolinhos. Mas minha intuição falou um pouco mais forte quando busquei ela e vi que os olhinhos estavam caídos. Pensei que ela não iria querer fazer muito esforço para comer, então, modifiquei o cardápio. Decidi fazer um caldinho verde bem nutritivo. Ensinamento de vó: para dias ruins, nada que uma boa canjinha não cure.

Ingredientes:
– Meia abobrinha com casca
– Meio chuchu (sem casca)
– Dois nabos
– Duas folhas de couve-manteiga
– Meia batata doce grande
– Brócolis (coloquei duas “arvorezinhas”
– Peito de frango desfiado (eu já tinha cozido do recheio que fiz para os bolinhos de batata)
– Arroz (repeti carboidrato, porque, como eu já disse, ela vem comido mal)
– Manjericão
– Salsinha
– Alho

Coloquei o ovo para cozinhar. Em outra panela, refoguei o alho em um fio de óleo. Coloquei a salsinha e o manjericão. Coloquei o restante dos ingredientes, tudo junto, inclusive o arroz e cobri com água. Deixei cozinhar BEM, até a batata doce se desmanchar, mais ou menos. Não deixei a água secar, para que ficasse com um caldinho. Quando tudo estava cozido, passei no mixer para deixar um caldo, mas ainda com pedacinhos (em outra ocasião eu já falei sobre triturar a comida).
Peguei a gema do ovo cozido e esfarelei em cima do caldinho:
ImagemEduarda mal podia esperar pela janta….

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nham….

E PÃNS!!! Devorou tudo! Repetiu algumas colheres, mamou e dormiu! Vovó estava certa, onde quer que esteja :)
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